A Eduarda era única. Tão única que só eu a via. E eu a adorava. Ela vivia apenas em minha mente, e eu ia visita-la quando estava com problemas. Nós nos tornamos tão amigas que ela pediu para chama-la de Duda, pois achava o seu nome muito masculino. E já que ela insistia... A Duda era magica. Lembro-me da primeira vez que eu fui lá, ela falou que gostava da minha companhia e pediu pra eu voltar mais vezes. Eu voltei. Sempre que ia lá ela me entregava cartas, com palavras que nem sempre eram bonitas, mas sempre me ajudavam. Comecei a guardar essas cartas todas em uma mochila e esconde-la no armário. A mochila da Duda. A mochila da Duda que ninguém podia mexer, ou ia me ver muito brava. Ela era tão pouco e ao mesmo tempo tão tanto que acabei não lhe suportando dentro de mim. Acabaram me sobrando apenas duas opções- ou a expulsava ou expulsava a mim mesma. Então, eu sai. Retirei-me da minha própria alma só para lhe abrigar com maior conforto. E essa sou eu. Pois eu sou eu. E você é você? Meu nome é Eduarda, mas pode me chamar de Duda. Gostei da sua companhia, de verdade. É tão triste a solidão... Volta mais vezes?Por você, e apenas por ti; eu mudaria. Se já não mudei. Passei de ser minha para ser sua e completamente sua. Um ciclo metamorfosico perfeito.NÃO REPARA NA BAGUNÇAA CULPA É MINHATODA MINHA HISTÓRIA